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Mensagem do Presidente de Rotary Internacional
ano rotário 2002 / 2003
Caros Companheiros
Pelo mundo afora milhões de pessoas vagam nas trevas da pobreza, mazela que impinge sofrimentos
atrozes e relega a agruras sem fim os infelizes que nas malhas dela se encontram.
Nos países mais carentes do orbe terrestre, homens e mulheres se cobrem com andrajos e crianças famélicas
caminham nuas a ostentar seus corpos flagelados.
Mais uma geração está sendo privada de educação e saúde, o que deixa o campo fértil para que se abram
as chagas da ignorância e apareçam as doenças do corpo e da alma. Mais uma geração perdida, sem
esperanças de um futuro decente.
Este cenário macabro, conhecido por muitos rotarianos, faz parte da paisagem do mundo em
desenvolvimento.
Por vários anos, Rotary Clubs e distritos rotários têm se empenhado para levar comida a quem
tem fome, agasalho a quem tem frio, água a quem tem sede e saúde a quem está doente.
São muitas as faces da pobreza e do sofrimento humano. Na África ela se despe por inteiro, revelando
todo seu tenebroso espectro. Em países ricos ela é mais sutil e passa até despercebida, o que faz alguns
pensarem que não está presente nas nações civilizadas.
Na maioria dos conglomerados humanos, há gente atravessando sérias privações. Rotarianos, peço
que vigiem e estejam alertas e a postos para ajudar pragmática e carinhosamente esses seres aos quais
lhes foi negado o básico para viver com um mínimo de dignidade.
A maioria dos rotarianos goza do privilégio de viver segura e confortavelmente, entretanto, por habitarmos
a mesma aldeia global, não estamos a salvo dos efeitos destruidores de conflitos que se desdobram
nos vários cantos de nosso planeta. Os horrores de guerras, fome e catástrofes naturais podem ser sentidos
em qualquer lugar da Terra, tornando ainda mais difícil o estabelecimento da paz. Cabe a nós anular a
desesperança nascida da miséria, combustível que alimenta os conflitos mundiais, para que a luz brilhe na
estrada dos aflitos. Em 2003-04, encaremos esses desafios e combatamos a pobreza com todas as forças e
recursos a nosso dispor.
Parte desses recursos deve ser canalizada para propiciar instrução às mulheres. No mundo em desenvolvimento
há mais mulheres analfabetas do que homens, um desequilíbrio predador que ignora o fato de geralmente
serem elas as responsáveis pela educação dos filhos. Uma vez alfabetizadas podem passar adiante
seus conhecimentos garantindo, assim, que a próxima geração tenha melhores condições de vida e possa
sonhar com um lugar ao sol.
Podemos combater a miséria utilizando microcréditos, forma pela qual pequenos empréstimos são tomados,
principalmente por mulheres que não conseguem obter linhas de crédito pelas vias comuns. Mesmo quantias
de apenas US$100 podem capacitar esses pequenos empreendedores a abrir seus modestos
negócios, permitindo que escapem das garras perniciosas da pobreza e zelem por suas famílias. Graças
a iniciativas de empréstimos rotativos, comunidades inteiras saíram de uma vida de mera subsistência
para vislumbrar um amanhã promissor.
Em 2003-04, o RI lançará a iniciativa clubes irmãos como parte das celebrações do seu centenário, oportunidade
ideal para que os clubes se unam para tentar abater a pobreza. Através dos programas de Serviços à
Comunidade Mundial e Subsídios Humanitários da Fundação Rotária cruzamos oceanos e fronteiras
para ofertar ajuda e aliviar o sofrimento dos menos afortunados.
Para obter êxito na cruzada contra a pobreza, o Rotary deve contar com um quadro social vigoroso.
Em 2003-04 o enfoque deve ser na retenção. O peso de trazer novos sócios é quase nada comparado
ao trabalho necessário para que permaneçam na organização e se engajem em intentos expressivos. O
ambiente no clube deve ser acolhedor para que o sócio se sinta em casa e esteja ciente de que pertence
à família rotária e por ela é valorizado.
Não podemos nos furtar à obrigação de compartilhar Rotary com homens e mulheres qualificados. Tendo
isso em mente, incentivo os clubes a recrutar mais pessoas do sexo feminino. Embora o número de mulheres
em posições de destaque no mundo profissional e corporativo continue subindo vertiginosamente, elas
estão subrepresentadas no Rotary, uma vez que compõem menos de 10 por cento do
quadro social.
Clubes em mais de 20 países ainda não admitem mulheres em suas fileiras, e isso não pode continuar!
Mulheres, que passaram a se associar ao Rotary a partir de 1989, contribuíram imensamente para que o
tamanho de nosso quadro social não despencasse.
Além disso, aumentaram a qualidade dos serviços prestados por seus clubes e, por conseguinte, beneficiaram
sobremaneira o Rotary International. Em reconhecimento ao inestimável papel das rotarianas,
o conselho diretor e o conselho de legislação de 2001 incentivam a formação de clubes mistos. No regimento
interno está estipulado que nenhum clube pode negar associação com base no sexo do
candidato.
Partindo dessa premissa, os Rotary Clubs farão bem se procurarem admitir mulheres.
Ao guiarmo-nos pela vereda da prestação de serviços em 2003-04, peço a todos os rotarianos que Dêem a
Mão ao Próximo. Este é um lema bastante simples, mas acredito que captura a essência do propósito
rotário. Como rotarianos, sempre Damos a Mão em nossas comunidades e no mundo. Damos a Mão aos
companheiros, tanto no clube quanto internacionalmente.
Algumas vezes esse simples gesto basta para transformar uma vida. Em outras instâncias, uma
mão pode se tornar muitas, a exemplo de rotarianos que colaboram para erradicar a pólio, combater o
analfabetismo, fornecer casas populares, neutralizar conflitos e eliminar o peso do fardo dos
desditosos.
Está em nossa natureza rotária oferecer ajuda, onde quer que seja necessária. Portanto, em 2003-04,
não percamos nenhuma chance de Dar a Mão ao Próximo.
Iniciemos o ano rotário de braços e alma abertos, prontos para socorrer nossos semelhantes. Movidos
pelo mesmo ideal, não há barreiras que não possam ser transpostas.
Jonathan B. Majiyagbe
Presidente do Rotary International, 2003-04
Nosso Lema 2003 / 2004
Dê a Mão ao Próximo
Dê a Mão em seu clube colaborando para fortalecer e diversificar o quadro social. Ponha enfoque na
retenção, tentando fazer com que todos os sócios sintam-se parte integral do grupo e valorizados pela
contribuição que derem. Mostre preocupação pelo bem-estar dos sócios e forneça ajuda e apoio se eles
estiverem passando por adversidades. Fique em contato com os cônjuges de sócios falecidos para que
continuem a fazer parte da família rotária.
Dê a Mão para enaltecer a sua profissão promovendo altos padrões de ética e incentivando outros a
fazer o mesmo. Use seu conhecimento profissional e habilidades para ajudar pessoas em penúria. Sirva de
mentor a jovens trabalhadores, ajudando-os a alcançar progresso em suas carreiras. Desenvolva programas
que capacitem a recolocação de ex-presidiários no mercado de trabalho.
Dê a Mão em sua comunidade esforçando-se para ajudar aqueles em extremo desespero. Crie projetos
para distribuição de alimentos, roupa e moradia.
Tente aumentar a qualidade de vida dos menos privilegiados, abrindo oportunidades a crianças em situação
de risco. Promova alfabetização e treinamento profissionalizante para ajudar adultos desempregados
a qualificar-se a novas ocupações.
Dê a Mão em nosso mundo auxiliando pessoas de todas as culturas, raças e credos. Por intermédio dos
programas do RI e da Fundação Rotária, trabalhe para combater a pobreza que oprime a tantos e obstrui
o caminho que conduz à paz. Una-se a seu clube irmão para implementar projetos que eduquem
mulheres, tratem de questões populacionais, estabeleçam programas de empréstimos rotativos e amorteçam
ou suavizem os problemas dos segmentos mais pobres do globo
Veja também:
Mensagem de
Richad King, Presidente de RI 2001/2
Mensagem de
Bhichai Rattakul, Presidente de RI 2002/3
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